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História da Festa

29/05/2012

História da Festa de Flores e Morangos de Atibaia

 

O título do evento é uma forma de hospitalidade, pois é a abertura da comunidade local para novas culturas, pode-se afirmar que através da realização deste evento, estabelecem vínculos de sociabilidade e convivência.

 

As primeiras festas são marcadas pela simplicidade na decoração, mas com o passar dos anos a decoração do pavilhão fica cada vez mais bonita e requintada.

 

1965 – com objetivo de homenagear Atibaia pelos seus 300 anos, a colônia japonesa organizou um evento demonstrando seu potencial produtivo, com a exposição de flores e hortifrutigranjeiros.

 

1976 – o evento foi chamado de Feira Agrícola. O Sindicato Rural, a Associação Cultural de Atibaia e a Associação de Jovens, apoiados pelo Ministério da Agricultura, assumiram a realização do evento que chamou a atenção pela beleza na decoração.

 

1982 – foram necessários dois pavilhões, o Elefantão e o Elefantinho, para a realização da Festa das Flores e dos Produtos Agrícolas.

 

1983 – a Festa das Flores era organizada por uma Comissão organizadora.

 

1985 – Festa de Flores e Morangos de Atibaia. O evento adquire maturidade porque o morango ganha destaque como importante produto agrícola. Foi estabelecido, neste ano, sua realização no mês de setembro para marcar o início da primavera. O espaço disponibilizado foi o Parque Edmundo Zanoni onde ocorreu a inauguração do Pavilhão. Pela primeira vez a entrada foi paga para que fosse possível utilizar inúmeras variedades de flores e morangos. Foi um sucesso noticiado pelo Jornal Paulista do estado de São Paulo.

 

1986 – a partir dessa data, como o objetivo de passar uma mensagem ao visitante, foi estabelecido um tema, que relaciona a decoração do pavilhão com a mensagem a ser transmitida. Este evento foi considerado recorde de público em relação aos anos anteriores com o tema O mundo encantado de Cinderela.

 

1987 – Branca de Neve e os sete anões. Nesse ano o evento ofereceu 20 variedades de flores e plantas. Havia o minicirco Kami com mágicos, palhaços, malabaristas e gincanas com distribuição de prêmios aos visitantes. Superou o público do ano anterior, além de hotéis e restaurantes da cidade terem atingido capacidade máxima.

 

1988 – 80 anos da imigração japonesa. O evento iniciou quando o prefeito cortou a fita simbólica. Em seguida foi servido saquê para garantir bons fluídos aos presentes. A decoração contou com um trajeto onde os visitantes apreciaram uma ave feita de flores que fazia saudação aos presentes e a Pedra Grande. O espaço foi projetado para que o público fizesse uma viagem ao Japão. Uma jovem japonesa vestida com trajes de flores de cem anos atrás, alamedas de azaléias, bonsais, árvores anãs, uma cascata e o castelo Suruna da província de Fukushima de onde vieram os primeiros imigrantes para Atibaia. As bandeiras do Brasil e Japão simbolizaram a amizade existente entre as duas nações. Um marco de madeira vermelha que simbolizou o início de uma nova vida para os imigrantes passando pelo Monte Fuji, havia uma réplica do navio Kasatu Maru e em seu interior tinha objetos de 20 anos atrás. Representando o cenário brasileiro, o Rio de Janeiro foi lembrado por uma pequena estrutura do Pão de Açúcar, o campo do Maracanã e o Corcovado. São Paulo pela sua variada produção agrícola. O Nordeste com a figura do lampião montado em seu cavalo fazia guarda aos cactos. Brasília foi lembrada pela sua catedral, montada com morangos que representaram os seus imensos vitrais e o Rio Grande do Sul contou com a presença do gaúcho com seus trajes típicos e com seu inseparável chimarrão. Arranjos de ikebana e bonsais ganharam destaque na saída do pavilhão. 

 

1989 – A Natureza e Nós. Esse evento buscou analisar a atitude do homem para com a natureza, conscientizando sobre a importância do meio ambiente. Seu cenário foi composto pela presença de fortes folhagens, além da mostra da arte ikebana e bonsai. Na abertura da Festa foram hasteadas as bandeiras nacional, estadual e municipal.

 

Em 1990 não houve evento devido ao plano Collor.

 

1991 – Atibaia, o paraíso quase possível na terra. Neste ano foi fundada a Associação Hortolândia de Atibaia. Esta instituição passou a ser responsável pela a organização do evento. A inspiração para este tema veio da beleza irradiante da Pedra Grande. Foi exposto um mural em flores ilustrando e realçando a beleza da Pedra, que ficou alta e exuberante em um espaço visível a todos os ângulos. Também foram expostos peixes ornamentais.

 

1992 – O mundo encantado das flores. O mais difícil na realização de um evento é não ter o sucesso esperado. Isso aconteceu neste ano, apesar da festa ter sido noticiada em mídia local. A chuva e o frio prejudicaram a vinda de muitos visitantes. O investimento, na época, foi por volta de 500 mil dólares. A decoração foi composta por arranjos com uma rica variedade de flores e folhagens, artesanatos manuais, centenas de orquídeas e dezenas de plantas multicoloridas, bem como surpreendentes figuras decorativas emolduradas por flores de todos os tipos.

 

1993 – Festa e flores, sempre presente. A finalidade foi demonstrar que as flores estão sempre presentes em qualquer tipo de festividade trazendo alegria, harmonia e amor. Eiro Ono abriu a solenidade e discursou sobre a importância da Festa de Flores e Morangos para a cidade de Atibaia. Neste ano, a mídia local fez críticas ao evento pelo fato da festa ter sido organizada por uma empresa terceirizada.

 

1994 – Japão, a terra do sol nascente. Este evento incentivou as futuras gerações a darem mais valor a natureza e ao cultivo de flores.

 

1995 – 15 anos da Festa de Flores e dos Morangos de Atibaia. Houve uma homenagem para floricultores e agricultores. Jorge Matsuda relembrou a história da Festa de Flores e Morangos de Atibaia. No cenário havia um beija-flor com suas plumagens confeccionadas com morangos, através de uma computação gráfica ele conseguiu voar e buscar néctar nas flores vermelhas e envolveu o tema com a criação humana, as folhagens e flores naturais predominaram nas cores verdes, amarelas e brancas.

 

1996 – Pedra Grande. A decoração foi composta com mais de 150 variedades de flores sendo confeccionados painéis e esculturas. A animação ficou por conta da estrelinha Samanta que apresentou músicas voltadas ao público infantil. Houve arrecadação de alimentos para o Fundo Social da Prefeitura da Estância de Atibaia.     

 

1997 – Sonhos de criança. Com muita criatividade foi apresentado um lindo cenário. Destacaram-se as flores comestíveis, plantas exóticas e carnívoras e as aulas de origami (dobraduras de papel). Neste ano, vieram grandes compradores de flores e comerciantes atacadistas da Argentina, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

 

1998 – Caminhando com a natureza. Teve o objetivo de conscientizar que caminhando junto com a natureza, aumenta-se o bem-estar e a qualidade de vida de todos os seres humanos, demonstrando que apesar da gravidade dos problemas ambientais, existe um aspecto mágico e milagroso.

 

1999 – Nossa terra. O objetivo foi demonstrar a produção agrícola e as maravilhas da região de Atibaia. Vieram excursões de várias partes do país e mesmo com a chuva e o frio teve um grande público. O evento comemorou os 500 anos do Brasil com o cenário feito de flores e frutas. Foi reproduzido o balanço do mar em frente à caravela de Pedro Álvares Cabral e os personagens foram trajados com roupas de flores. Tiveram shows variados com artistas de Atibaia, grupos de animação infantil, peças musicais e teatrais envolvendo os visitantes.

 

2000 – Flor arte milenar. O tema foi estabelecido em homenagem à vida, a cor e a alegria, consolidando a presença de Atibaia no turismo nacional. Receberam visitantes de comunidades nacionais e internacionais, além das apresentações folclóricas, shows interativos, apresentação teatral de Dom Quixote e Sancho Pancha, mímicos e músicas, acontecimento noticiado pelas mídias local, regional e nacional. Atibaia foi citada em colunas de turismo, economia e lazer. A entrada para o evento foi através da boca de um dragão, já que o ano 2000 no calendário chinês é representado por ele.

 

2001 – Atibaia terra do sol nascente. Recebeu autoridades políticas e ilustres como o deputado federal da época Arnaldo Madeira do PSDB e Yogi Nakasú, cônsul do Japão em São Paulo. Foram utilizadas 50 toneladas de flores e plantas para a decoração do pavilhão.

 

2002 – A magia da natureza. O Pavilhão foi transformado em um verdadeiro jardim. Durante a abertura da festa o senhor Lourival Carmo Mônaco, secretário da agricultura e do abastecimento do Estado de São Paulo elogiou a iniciativa do evento.

 

2003 – Haru. Significa primavera. Seu objetivo foi demonstrar as alegrias que a primavera proporciona com todo colorido das flores e seus aromas. Estabeleceu também a valorização do morango, tanto no que diz respeito ao paladar, quanto a sua cor e diversidade.

 

2004 – Brisas da primavera.  A abertura da cerimônia contou com o discurso em japonês, depois traduzido para o português, do presidente da Associação Hortolândia de Atibaia. Nobuyuki Hiranaka se dirigiu a colônia japonesa e ao representante do cônsul do Japão em São Paulo e falou sobre Atibaia e o esforço dos floricultores e fruticultores na região. Emocionado se referiu a criatividade, a beleza e as atrações oferecidas.

 

2005 – Yume. Significa sonhos. O evento relembrou a valorização dos sonhos. Contou com um ritual tradicional do Japão, Kagami Biraki, que simboliza a abertura do caminho para os sonhos e ficou conhecido por marcar a abertura do festival japonês em São Paulo. A festividade foi marcada pelo profissionalismo, criatividade, ousadia e a responsabilidade.

 

2006 – Shizen wo mamoru. Significa preservação da natureza. Foram oferecidas aulas de origami e teve a participação do projeto Curumim (sistema de produção de papel reciclado), demonstrando a importância da reciclagem para as crianças. Foi realizado o “I concurso de arte infantil da Festa de Flores e Morangos”.

 

2007 – Shiki. Significa quatro estações. Buscou-se demonstrar que cada estação tem uma característica marcante para todos em relação as cores de cada clima. Hinos do Brasil e do Japão foram cantados pelo coral infantil Amigos da Criança, dando início à cerimônia.

 

2008 – O Japão mais perto de você. Comemorado os cem anos da imigração japonesa no Brasil. Entre as atrações, destacaram-se um jardim japonês interativo, o concurso de Cosplay (significa representação de personagem a caráter e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato) e as apresentações de Sumô.

 

2009 – Água, fonte da vida. Demonstrou a importância da água para vida de todo o planeta. Conscientizando os visitantes a respeitá-la para que um dia não venha faltar.

 

2010 – 30 anos de festa. Pode-se notar que o evento tomou proporções de um mega acontecimento. Em sua trigésima edição, contou com uma bela decoração, expondo flores de várias espécies, morangos e hortifrutigranjeiros. Chama muito a atenção a criatividade dos arranjos florais, as esculturas de bonecas, os cachorrinhos poodles, o painel de flores com o nome do evento “30 anos de Festa”, que é a reprodução do desenho que venceu o concurso de desenho infantil e outros grandes e pequenos detalhes, tudo confeccionado em flores. O interessante e ver que, de um final de semana para outro, há pequenas modificações na decoração. O objetivo da Festa é demonstrar o quanto a natureza é essencial para a vida de todos os seres humanos.  A união da colônia japonesa com colaboradores do município engrandece o nome da cidade, demonstrando o que os imigrantes conquistaram com muito trabalho, nessa terra que tem um solo muito especial. Isso caracteriza o grande sucesso da Festa de Flores e Morangos de Atibaia.

 

2011 – A MAGIA DA FLORESTA. Esse título ressalta a importância da área verde e exuberante que existe no Brasil. Macacos, pica-paus, arara, tucano e onça fazem parte da decoração junto com mais de 1.200 variedades de flores e plantas ornamentais. Além disso, é possível apreciar o jardim japonês e outras maravilhas elaboradas e realizadas pelo produtores e decoradores.

 

Atrações do evento 

Apresentação de danças típicas como o Bon Odori e Taiko. Além de outros grupos de dança de vários países, teatro e música. O mágico e a contadora de histórias interagem com os visitantes em todos os pontos do parque. Também há exposição e vendas de flores, frutas e artesanato, praça de alimentação composta pela culinária brasileira e japonesa.

 

Segurança                

A polícia militar e a guarda municipal ficam de plantão como apoio à segurança nas áreas externas do Parque Edmundo Zanoni e para prestar à segurança interna a Associação Hortolândia contrata controladores de público.

 

Saúde 

O corpo de bombeiros, uma equipe técnica em enfermagem e um médico de plantão, auxiliam no socorro e atendimento emergencial dos visitantes. Além disso, também existe uma parceria com o Centro Paula Souza, que mede a pressão dos visitantes em seu estande e os orienta em relação à saúde de modo geral.

 

Sustentabilidade 

A preocupação com sustentabilidade do planeta é essencial para o mundo. As Estâncias Turísticas, Climáticas e Hidrominerais devem estar a frente com atitudes ecologicamente sustentáveis não somente com objetivo preservar seu patrimônio ecológico, mas para garantir o desenvolvimento turístico da cidade. A Associação Hortolândia organizadora do evento, sempre está atenta e essa questão, por isso todo material de divulgação é impresso em papel reciclado. Também foi firmada uma parceria com a Cooperativa São José para que os resíduos sólidos obtidos na Festa sejam separados do orgânico e enviados a Central de Triagem de Resíduos Sólidos da cidade.

 

Educação

A Associação Hortolândia de Atibaia priva pela educação e cultura de todos, mas principalmente das crianças. Todos os anos realiza o concurso de desenho infantil, onde crianças de toda a rede pública e privada do município participam. O primeiro colocado ganha um prêmio, escolhido pela diretoria da Associação e ainda tem seu desenho ampliado e reproduzido em um painel de flores na entrada do pavilhão de exposições. As crianças até 10 anos não pagam ingresso e isso estimula as escolas a realizarem um trabalho junto ao evento, buscando a aproximação com a natureza.

 

Turismo

O evento tem a visita de milhares de pessoas. O IBGE referente ao mesmo ano contabilizou 126.614 habitantes em Atibaia. Sendo assim, conclui-se que o evento é um fator primordial para a economia local.

Se no passado Atibaia era valorizada por ser caminho para as minas de ouro, atualmente é reconhecida como grande produtora de flores e morangos, cenário construído pela imigração japonesa. O sucesso na agricultura deve-se a dedicação, amor ao trabalho e a persistência de um povo que se tornou vitorioso no Brasil.

A autodisciplina e organização do povo japonês foram fatores primordiais para o desenvolvimento da agricultura de flores e morangos no município, além da união existente entre as famílias japonesas que contribuiu para o sucesso de toda a colônia. Enquanto os governantes buscam soluções para o problema da reforma agrária há anos, os japoneses de Atibaia são verdadeiros exemplos de empreendedores na agricultura e na organização do evento Festa de Flores e Morangos de Atibaia. 

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